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Saúde mental da mulher. Como ela está? Especialmente em tempos de pandemia, é fundamental entender como a desigualdade de gênero está afetando as mulheres.

Nas redes, cada vez mais mulheres estão deixando claro: estão cansadas, sobrecarregadas e sentindo que não têm um propósito. Como você pode imaginar, essas situações fazem com que a saúde mental seja prejudicada.

Além de rotinas lotadas, as mulheres ainda são submetidas a diversos fatores estressantes, como o medo da violência e do abuso, o que faz com que estejam sempre ansiosas e sua saúde mental desestabilizada.

O interessante é que existem dezenas de campanhas relacionadas à saúde física da mulher. Por exemplo, a campanha de prevenção ao câncer de mama, ao câncer de colo de útero, infecções pelo HPV, entre outras.

Por que, então, a saúde mental das mulheres parece tão negligenciada?

Neste texto, vamos discutir este assunto! Veja o que vamos abordar:

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O que é saúde mental?

Saúde mental da mulher

O conceito de saúde mental é bem mais amplo do que as pessoas imaginam. Isso porque, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), ela é um completo estado de bem-estar físico, mental e até mesmo social. Dessa forma, requer atenção em todas as áreas.

Pensando assim, a saúde mental é parte necessária e complementar para a manutenção de todas as funções orgânicas do corpo humano.

O estado mental garante ao ser humano um melhor exercício de seus direitos sociais e do cidadão. Sem falar na facilidade de ter uma interação social e pessoal mais harmônica e segura.

Quando as suas emoções não estão em equilíbrio, você pode sofrer com transtornos como ansiedade, bipolaridade, estresse e até mesmo depressão.

Como você já viu, esses desequilíbrios emocionais podem prejudicar o bem-estar emocional de qualquer pessoa, mas a saúde mental da mulher pode ser ainda mais prejudicada com todas essas emoções.

Você já parou para pensar o porquê isso acontece? É o que vamos ver a seguir.

Por que a saúde mental das mulheres está comprometida?

“As mulheres são fortes”, “as mulheres são guerreiras”, entre tantas outras frases… Você já ouviu alguma delas? Se é uma mulher, com certeza já. Se é um homem, talvez já tenha falado.

E veja bem, não é que as mulheres não sejam fortes ou que não sejam guerreiras. No entanto, esse tipo de frase coloca um grande fardo em cima dos ombros das mulheres: o fardo de nunca poder sentir-se frágil, de nunca ter o direito de simplesmente ser cuidada. Afinal, a mulher, ainda nos dias de hoje, é vista como aquela que cuida.

No cinema, nas séries, nos quadrinhos, cada vez mais é deixada para trás a ideia da mulher como sexo frágil e, no lugar, a mulher é colocada em um pedestal de “imbatível”, de pessoa que resolve tudo sozinha sem precisar de ninguém.

A linha é tênue e difícil de se percorrer, mas é importante encontrar e definir esse limite. Se não, nosso futuro será de milhares de mulheres ainda mais exaustas pela cobrança de força infinita, quando deveríamos ser apenas humanas.

Saúde mental da mulher

Como está a saúde mental da mulher?

Cada vez mais estudos estão refletindo a realidade da saúde mental das mulheres. Segundo a Mental Health Foundation, um estudo realizado no Reino Unido mostrou que uma em cada cinco mulheres de 16 a 25 anos apresentou algum transtorno psicológico, com relatos de suicídio.

No Brasil as coisas não são diferentes. Uma pesquisa realizada entre maio e junho de 2020 pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP revelou que, durante a pandemia de Covid-19, as mulheres foram as mais afetadas psicologicamente: 40,5% apresentaram sintomas de depressão, 34,9% de ansiedade e 37,3% de estresse.

Outra pesquisa realizada pela Fiocruz mostrou que o percentual das mulheres que se sentem tristes/deprimidas durante a pandemia foi de 50%, enquanto que entre os homens foi de 30%. Já o percentual de quem se sentiu ansioso/nervoso foi de 60% entre as mulheres e de 43% entre os homens.

Se a pandemia trouxe pontos positivos, como o trabalho em casa e mais tempo, que antes era gasto com transporte público, agora as mulheres estão vivendo 24 horas por dia com o seu segundo trabalho: a casa, marido e filhos.

Um estudo chamado Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça de 2015 revelou dados assustadores: as mulheres trabalham 7,5 horas a mais que os homens devido à dupla jornada.

Nessa época, a jornada total média das mulheres era de 53,6 e a dos homens, 46,1 horas. Além disso, 90% das mulheres declararam realizar atividades domésticas. Já os homens, apenas 50%.

Assim, é fácil entender como a pandemia aumentou ainda mais a jornada dupla e as tarefas, já que os filhos permaneceram em casa, demandando comida, atenção e cuidados. Se apenas 50% dos homens realizam tarefas domésticas, que horas essas mulheres vão descansar?

Quando é que elas vão tirar tempo para cuidar da sua saúde emocional?

Como se empoderar neste ambiente?

Saúde mental das mulheres

E se eu te dissesse que a saúde mental tem um papel fundamental no empoderamento? Na verdade, quem diz isso é a psicóloga Nayara Calaça, do Grupo América e Sistema Hapvida.

Segundo ela, “o empoderamento feminino significa que qualquer mulher, em qualquer lugar, pode ter controle da própria vida, definir metas, adquirir habilidades e agir. É um ser livre para decidir e controlar suas ações e falar por si”.

Se o empoderamento é essa possibilidade de falar, pensar e agir por si, como fazer isso quando as responsabilidades — impostas ou não — não deixam tempo para esse empoderamento?

Nesse contexto, é essencial criar estratégias para alcançar a autonomia feminina, criando ações que contribuam e criem as condições adequadas ao empoderamento.

Isso, é claro, atinge os homens de hoje e os futuros, que estão nascendo e sendo criados agora. O que esses homens estão fazendo para criar essas condições? Estão tomando para si as responsabilidades da casa, dividindo o fardo que já está tão pesado para o lado feminino?

É preciso cobrar das autoridades maior representação, mais força política e social e preocupação específica com a saúde mental da mulher através de políticas públicas.

É impossível ser empoderada sem um cuidado com a saúde mental e emocional das mulheres.

Dia Internacional da Mulher: o que podemos fazer?

Não existe uma solução fácil, nem rápida para essas dificuldades. O futuro ainda é incerto, mas a esperança é que cada vez mais as crianças do amanhã terão uma educação melhor, mais humanizada e focada na emancipação feminina.

Manter a saúde mental em dia é difícil, mas essa tarefa não deve nunca ser deixada de lado. Diversos tratamentos no mercado já levam as diferenças de gênero em conta e oferecem terapias focadas na saúde mental da mulher. Por exemplo:

  • Psicoterapia;
  • Terapia ocupacional;
  • Ioga;
  • Meditação;
  • Hipnoterapia.

A hipnoterapia é o uso da hipnose para fins terapêuticos. Por isso, consiste em um profissional que induz a paciente a um estado de transe para lhe sugerir mudanças de hábitos, novos comportamentos saudáveis, tratando fobias, resolvendo conflitos, aumentando a autoestima, entre outros.

Como você pode imaginar, a hipnose e a hipnoterapia podem auxiliar grandemente na saúde mental da mulher.

Outros benefícios da hipnoterapia são:

  • Ajuda no controle da ansiedade;
  • Combate a insônia;
  • Trata distúrbios sexuais;
  • Auxilia no tratamento de doenças psicossomáticas;
  • Traz mais disposição durante o dia;
  • Aumenta o foco e a concentração;
  • Melhora a comunicação;
  • Desenvolve a criatividade;
  • Elimina hábitos destrutivos.

E se você tem interesse em cuidar da sua saúde mental com a hipnoterapia, que tal conhecer o Experiência OMNI? Estou falando do maior evento imersivo em hipnoterapia do mundo!

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