0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Filament.io 0 Flares ×

É assim que o alcoolismo começa:  um gole, depois outro, um copo inteiro, três copos, um fardo… e quando você percebe já está falando arrastado, vendo tudo rodar, com a mente confusa e rodeado de pessoas achando tudo isso a maior graça.

O álcool é uma substância que causa dependência química, sim! Ele não está no mesmo “balaio” das drogas ilícitas como, cocaína, crack, ecstasy e diversas outras, mas o seu estrago tem tanto potencial quanto qualquer uma delas.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), quase 3% da população brasileira acima dos 15 anos de idade é considerada alcoólatra. Parece pouco? O Brasil possui mais de 200 milhões de cidadãos, considere os 3% em cima desse número.

É muita gente! Mais de 4 milhões de pessoas, para ser mais preciso. Isso é quase o dobro da população de Belo Horizonte!

Uma substância perigosa, mas que possui acesso tão facilitado que nem parece tão prejudicial assim. Afinal, até fazem propaganda no horário “nobre” da televisão brasileira.

Vendo por esse lado, não é tão ruim assim, certo?

ERRADO!

O álcool, assim como qualquer droga, pode gerar uma destruição em massa na vida de quem o consome, sem falar nos inúmeros problemas familiares posteriores.

 –  Ué, mas uma cervejinha não faz mal a ninguém (RISADA SEM GRAÇA).

Gif haha

Realmente, mas depois de uma vem outra, e outra, outra e quando você percebe, já perdeu o controle. E o que era para ser um happy hour gostoso entre os colegas, se torna um vexame para você e para eles.

Mas como será que essa montanha russa alcança o ápice e começa a cair sem freio em direção ao abismo? Bom, é o que vamos discutir a partir de agora! Dá uma olhada no que vem por aí:

E aí? Pronto para ler umas verdades? Vem comigo!

O que é alcoolismo?

Em poucas palavras, o alcoolismo é a dependência de um indivíduo ao álcool. (Me sigam para mais dicas).

Brincadeiras sem graça à parte, estamos falando de uma doença catalogada pela Organização Mundial da Saúde desde 1967, ou seja, do ponto de vista médico, o alcoolismo é uma doença crônica, com aspectos comportamentais e socioeconômicos. Além disso, é caracterizado pelo consumo exacerbado e compulsivo do álcool.

Nestes casos, o usuário (embora não seja uma droga), se torna progressivamente tolerante à intoxicação produzida pela substância. Além disso, desenvolve sinais e sintomas claros de abstinência quando fica sem consumi-la.

Diante disso é claro que podemos dizer que o uso constante, descontrolado e progressivo de bebidas alcoólicas pode comprometer seriamente o funcionamento do organismo, levando a consequências irreversíveis.

A pessoa que consome álcool sem limites prejudica sua própria vida, afeta o convívio com sua família, amigos e colegas de trabalho.

Em resumo, alcoolismo é uma doença e precisa ser encarada como uma questão séria de saúde.

Por que o álcool gera dependência?

De acordo com um estudo realizado pela Ernest Gallo Clinic e pela Universidade da Califórnia, foi esclarecido o porquê o álcool é tão nocivo para quem tem propensão a dependência. A explicação são as endorfinas liberadas que o cérebro entende como prazer.

Por que o Álcool Gera dependência?

Os pesquisadores identificaram as regiões do cérebro no qual a endorfina é liberada. Até hoje, as experiências só tinham mostrado os efeitos da bebida em animais, sem maiores detalhes. De acordo com a pesquisa, publicada no Science Translational Medicine, as endorfinas são liberadas nas regiões cerebrais do núcleo accumbens, ligado ao prazer, e do córtex frontal, parte do córtex pré-frontal responsável por processos cognitivos e de tomada de decisão.

Assim, eles perceberam que, além de dar prazer (suposto prazer), a bebida é capaz de modificar o cérebro de quem bebe regularmente. Sim, MODIFICAR! Isso porque ela proporcionando cada vez mais prazer e, por consequência, leva à dependência.

Assim, a pesquisa concluiu que quanto maior a quantidade de endorfina liberada no núcleo accumbens, maior era a sensação de prazer. Mas, quanto mais liberada no córtex frontal, mais embriagados ficavam aqueles que tinham frequência em beber, o que não ocorreu no grupo de pessoas que bebem socialmente.

O álcool é uma substância viciante como a heroína, a cocaína, o crack e diversas outras, porque vicia e altera o estado mental da pessoa que o utiliza. O alcoólatra também tem grande dificuldade de parar de beber, e como não consegue abandonar a bebida, desencadeia uma destruição na saúde, na família, no trabalho e no círculo de amizades. Vale dizer que o alcoolismo é apenas uma das doenças causadas pelo álcool.

Uma pessoa pode não desenvolver dependência do álcool e ter uma série de outros problemas de saúde, como a cirrose.

Sintomas do alcoolismo

O alcoolismo, ou síndrome da dependência do álcool, é uma doença que se desenvolve após o uso frequente e desenfreado de bebidas alcoólicas. Isso reforça os dados apontados pelo Doutor Dráuzio Varella, que mostram que 13% da população masculina adulta têm problemas com álcool e dois terços desses 13% abusam de seu uso.

No Brasil, esse padrão de consumo de bebidas alcoólicas está se tornando típico no dia a dia das pessoas cada vez mais cedo. Muitos ainda são adolescentes. Jovens expostos à cultura que valoriza e facilita o consumo de álcool do que há anos atrás.

Esses jovens exageram nas doses nos finais de semana uma oportunidade de se enquadrar, se enturmar e até mesmo de compensar emoções mal resolvidas. O alcoolismo, muitas vezes, tem uma causa emocional. Seja para se sentir parte de uma turma ou simplesmente “esquecer” um problema, um trauma de infância, há sempre um ponto inicial.

E-book Traumas em Crianças

Outros fatores também devem ser observados quando o assunto é a dependência alcoólica, como ansiedade, angústia e insegurança também deixam as pessoas mais vulneráveis à bebida. Além disso, as condições culturais nas quais os indivíduos estão inseridos influenciam muito nesse cenário. O fácil acesso ao álcool e os valores que cercam seu consumo também influenciam na dependência.

No brasil, vemos propagandas na rua e no rádio mostrando que vinho e whisky são mais “adequados” a pessoas de fino trato. Outras mostram que beber cerveja é pré-requisito para um bom convívio social.

Sintomas do Alcoolismo

Isso tudo sem contar os milhares de jovens brasileiros que ficam dependentes do álcool cada vez mais cedo, achando que estão consumindo um produto que faz bem à saúde, tornando suas vidas mais felizes e, na verdade, sua vida e saúde estão em uma constante redução de dias. O que as pessoas esquecem é a capacidade de identificar os sintomas, que tipicamente associado aos seguintes sintomas que podem não ocorrer juntos:

 

Compulsão

Uma necessidade incontrolável ou desejo forte de beber;

Sem controle do próprio consumo

Não conseguir parar de beber depois de ter começado a tomar a primeira taça de vinho ou latinha de cerveja;

Sensação de abstinência

Sensações físicas, como náusea, suor, tremores e ansiedade sempre que não está bebendo;

Tolerância

necessidade de doses maiores de álcool para atingir o mesmo efeito obtido com doses inferiores ou efeito cada vez menor com uma mesma dose da substância.

O que vale ressaltar aqui, é que nem sempre esses sintomas acontecem juntos.

 

Diagnóstico da doença

Antes de um médico, psicólogo ou psiquiatra diagnosticar o alcoolismo em uma pessoa, existe um passo extremamente importante e que faz toda a diferença: VOCÊ.

Centenas de médicos podem diagnosticar a doença, passar tratamentos e recomendar uma mudança de vida completa, mas nada vai mudar se você não assumir que está doente.

A grande dificuldade dos alcoólatras é perceber o quanto estão prejudicando suas vidas e de quem os ama. Isso porque há sempre aquela máxima “Eu sei a hora de parar. Não perco o controle com duas tacinhas de vinho.”, mas a verdade é que isso não passa de uma justificativa dada pela mente subconsciente para o vício.

Diagnóstico de Alcoolismo

O paciente PRECISA querer mudar. Sem isso, fica muito difícil garantir eficácia no tratamento do alcoolismo, porque não adianta manter-se em abstinência, é preciso entender as causas que o levaram a chegar a este ponto e planejar o que fazer para vencer a batalha. Comece com as seguintes perguntas:

  • Já pensou que deveria diminuir seu consumo de bebidas?
  • Alguém te criticou por beber demais?
  • Você já se sentiu mal ou culpado por beber?
  • Já acordou e foi direto beber para “se sentir bem”?

Mesmo que todas as respostas sejam não, vale a pena buscar ajuda de um profissional da saúde. Afinal, nem sempre o alcoólatra reconhece os sinais de excessos ao seu redor. Um simples “sim” já levanta a bandeira de atenção e em qualquer situação é importante procurar a opinião de um especialista para que o diagnóstico preciso seja feito.

Como tratar o alcoolismo?

É preciso avaliar se além da dependência química existe uma questão psiquiátrica, principalmente depressão e ansiedade. A associação desses transtornos com bebidas alcoólicas é muito comum e demanda tratamento específico.

O diagnóstico é importante para resolver a maior parte dos problemas e melhorar o desconforto que provocam. É comum ocorrerem quadros de depressão e ansiedade na vida adulta e existe uma relação significativa entre uso de álcool e esses transtornos.

Além disso, a busca por acompanhamento médico precisa ser imediata, pois, existem medicações que auxiliam na abstinência do álcool e controlam a depressão e ansiedade. Vale ressaltar que somente um médico pode receitar medicação para o alcoolismo.

O primeiro passo é reconhecer que você sofre de alcoolismo, depois vem o tratamento e as conversas com pessoas que vivem o mesmo que você. Para isso, a associação dos Alcoólicos Anônimos (AA) é uma excelente ferramenta.

Alcoólicos Anônimos

Sendo assim, tratar só do alcoolismo e esquecer a depressão não adianta, porque ela é um mecanismo poderoso que induz as recaídas. Então, como conseguir que a mente se mantenha firme para isso não acontecer?

Bom, neste caso é preciso treinar a própria mente usando técnicas mais do que comprovadas.

Procurar o auxílio de profissionais como psicoterapeutas, psiquiatras e até mesmo terapias “não convencionais”, como meditação, homeopatia, aromaterapia, reiki e até mesmo hipnoterapia.

Sempre existirá uma opção de mudança quando você quiser dar o primeiro passo. Confiar nos profissionais de saúde e nos terapeutas é um grande avanço para quem enfrenta o alcoolismo, mas confiar em si mesmo é ainda mais poderoso.

Espero que tenha ajudado com este artigo. Comenta aqui embaixo se você já viveu ou convive com alguém que passou por essa situação.

Ah, não esquece de assinar a nossa Newsletter, viu? Por ela você vai receber conteúdos fresquinhos além de novidades exclusivas e… algumas surpresas também!

1
0
Would love your thoughts, please comment.x
0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Filament.io 0 Flares ×