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A entrevistada desta semana é terapeuta integrativa, hipnoterapeuta OMNI especialista em Ansiedade e Traumas Emocionais, artista da mente e autora do livro “Até voltar às raízes”.

Ansiedade e Traumas EmocionaisEstamos muito felizes em tê-la aqui conosco, compartilhando da sua história, arte e acima de tudo transformação de vida através da hipnoterapia!

Vitoria Fontes: Antes de começarmos, gostaria de pedir para que você se apresente brevemente, por favor. Pode nos falar um pouco sobre sua formação e experiência profissional?

Gabi Artz: Sou a Gabi Artz, artista da mente e hipnoterapeuta OMNI especialista em ansiedade e traumas emocionais.

Vitoria Fontes: O que te levou a se tornar uma hipnoterapeuta? Você teve alguma experiência pessoal com hipnoterapia antes de decidir estudá-la profissionalmente?

Gabi Artz: Eu comecei a me interessar pela hipnoterapia quando ainda morava nos Estados Unidos e conheci os primeiros vídeos que o Michael fez com o Pyong, que acho que viralizaram. Comecei a estudar em 2016 e a entender o poder da minha mente, porque estava passando por um momento muito desafiador. Eu morava longe da minha família e trabalhava no grupo criativo do Discovery, que tinha muitos desafios.

Nesse período, eu estava buscando ferramentas para me sentir melhor emocionalmente. Embora eu não estivesse especializada em hipnoterapia na época, comecei a ouvir alguns áudios e experimentar algumas coisas. Sentia alguns benefícios, mas ainda não tinha me aprofundado totalmente.

Ansiedade e Traumas EmocionaisVitoria Fontes: E como era sua vida antes de se tornar hipnoterapeuta? Quais eram os principais desafios e obstáculos que você enfrentava, tanto na vida pessoal quanto na profissional?

Gabi Artz: Antes da hipnoterapia, eu era uma pessoa muito desorganizada. Era difícil para mim planejar, inclusive financeiramente. Eu vivia muito o momento presente, mas de uma forma que me prejudicava, como se estivesse presa na “Síndrome de Peter Pan”. Isso realmente afetava minha vida, pois eu não conseguia pensar no futuro sem sentir ansiedade. Além da desorganização, eu também lutava contra a ansiedade.

Naquele momento, eu estava passando pelo luto do meu pai. Quando decidi me especializar em hipnoterapia, mesmo já sendo terapeuta, as ferramentas que eu tinha não foram suficientes para evitar que eu entrasse em depressão durante o luto. Acabei perdendo meu fluxo profissional, pois parei de atender. Acredito que não é possível ajudar os outros se nós mesmos não estamos bem. Pelo menos, essa é minha opinião. Há muitas pessoas que atendem mesmo não estando bem, mas eu preciso estar bem para poder ajudar.

Naquela época, parei de atender e vi minha vida desmoronar. Além de não saber como cobrar pelo meu trabalho, minha autoestima não era tão boa. Eu esperava validação externa e precisei me aprofundar para entender isso. Mudei completamente, desde a maneira como encaro minha vida até a eliminação da ansiedade que me impedia de planejar o futuro.

Através da hipnoterapia, consegui superar a depressão que surgiu durante o luto do meu pai e resgatei minha carreira e propósito. Antes da hipnoterapia, eu estava em um momento muito difícil e não via saída. Precisava de uma ferramenta poderosa e um processo que me tirasse daquele lugar. Foi quando encontrei a OMNI, e tudo mudou rapidamente.

Vitoria Fontes: É muito interessante ouvir esse tipo de relato, pois conseguimos realmente compreender a mudança de forma tangível. 

O que te motivou a trazer a hipnoterapia para o seu mundo profissional? Houve algum momento em que você mudou completamente sua mentalidade e percebeu que, ao trabalhar com isso, teria a oportunidade de mudar o rumo da vida das pessoas que você já atendia?

Gabi Artz: Para mim, a hipnoterapia trouxe uma mudança significativa, pois consegui ter uma compreensão mais clara sobre a transformação que eu gerava nas pessoas. Além disso, percebi a mudança em mim e senti a necessidade de mostrar isso às pessoas. 

Acredito que isso tenha sido o ponto crucial, pois percebi que havia uma transformação rápida e as pessoas não precisavam ser místicas ou acreditar em coisas sobrenaturais. Elas poderiam acreditar no poder de suas próprias mentes e se transformarem.

Isso foi algo muito importante para o meu trabalho, pois muitas pessoas chegavam até mim querendo entender mais sobre suas emoções, trabalhá-las, superar traumas e vencer a ansiedade, mas com outras técnicas que eu trabalhava antes, era difícil dialogar com alguns tipos de pessoas. 

Eles falavam coisas como “isso não tem embasamento” ou “não sei de onde isso vem”. Por mais que eu visse que funcionava para muitas pessoas, não conseguia alcançar a todos.

Com a hipnoterapia, percebi que podia acessar todas as religiões, todas as pessoas e todas as mentalidades, porque a crença está no cliente, não no profissional. Notei que a mudança era muito mais efetiva do que outras técnicas que eu já havia trabalhado, e atuava no sentido de mudar hábitos, superar dores emocionais e libertar-se de algo que impactava e prejudicava a vida. 

A forma como é explicada é muito clara, entendemos nossa mente e conseguimos transmitir esse conhecimento. Até mesmo uma pessoa leiga consegue compreender melhor sua mente, sem precisar passar anos em terapia ou em uma faculdade.

Percebi que faltava essa mensagem nas escolas e nos hospitais, então decidi agregar isso ao meu trabalho para expandir essa mensagem às pessoas. Minha grande missão, antes e depois da hipnoterapia, é espalhar a mensagem de como podemos viver em melhor harmonia neste mundo.

Então a hipnoterapia foi a melhor ferramenta que eu encontrei pra isso e pra expandir essa mensagem do poder que a gente tem na nossa mente.

Ansiedade e Traumas Emocionais

Vitoria Fontes: E por você já ser terapeuta, como foi quando você começou a atuar com a hipnoterapia? Sentiu alguma insegurança, algum medo, ou por já trabalhar nesse meio foi mais tranquilo?

Gabi Artz: Então, na verdade, foi o oposto. Eu estava mais segura. No início, eu costumava ler a indução de Elman e praticava em casa antes de atender. Mas não era uma insegurança, era uma vontade de entregar o melhor para aquela pessoa porque eu confiava no processo. Desde que tratei também na formação vários pontos, eu me tornei uma terapeuta muito melhor, dez vezes melhor do que eu era.

Vitoria Fontes: Durante o seu processo de formação em hipnoterapia, falando mais do lado pessoal, quais foram as principais lições que você aprendeu?

Gabi Artz: Nossa, foram tantas, meu Deus. Eu tenho cadernos e cadernos aqui. Bom, acredito que uma lição muito importante é que nada é pessoal. Isso fica claro nas terapias, percebemos que as pessoas apenas refletem a dor que está dentro delas. Então, ninguém realmente quer ferir a Gabi porque é a Gabi.

Acredito que se libertar um pouco dessas amarras emocionais foi uma grande lição. Além disso, aprender a virar as próprias chaves. Hoje em dia, não fico mais prolongando a emoção. Virar as nossas próprias chaves mentais, construir o universo na minha mente e pensar como estou construindo o meu dia. 

Uma vida de sucesso não é um objetivo alcançado, é uma rotina, são os dias de sucesso que contam, os minutos de sucesso, não é mesmo? Consegui começar a entender isso, e foi um grande aprendizado para mim virar as minhas próprias chaves sem arrastar as dores, sem arrastar aquele incômodo, podendo olhar para eles, adentrar e superar.

Acho que o perdão também é um grande aprendizado. É o maior apagador de mágoas, raiva e culpa, mas ele não é apenas uma palavra. O perdão não acontece de forma racional, precisa ser uma emoção, e precisamos entender essa emoção. Foi com a hipnoterapia que realmente consegui compreender a emoção do perdão.

Perceber que o outro não está necessariamente querendo nos fazer mal, que eles também são fruto de um sistema que os adoeceu, não justifica seus erros, e não é para aceitarmos, mas foram inúmeros aprendizados que nos fizeram levar a vida de maneira mais leve. Essa mudança afetou meus relacionamentos, saí de um relacionamento tóxico e estou agora com uma pessoa incrível, morando junto. 

É um relacionamento equilibrado, leve e lindo. Na área profissional, alcancei resultados financeiros incríveis com esses aprendizados porque não paro mais em cada obstáculo. Eu vejo um obstáculo e penso: “Espera aí, vou tirá-lo do meu caminho e continuar minha jornada. Não vou ficar parada olhando para essa pedra e drenando minha energia. Eu tenho um caminho a seguir.”

Vitoria Fontes: Você poderia nos contar sobre um caso de sucesso em que a hipnoterapia teve um impacto positivo significativo na vida de um paciente?

Gabi Artz: Houve muitos casos de sucesso que marcaram minha carreira como hipnoterapeuta e pacientes que me marcaram profundamente, onde eu digo: “Em qualquer lugar que eu vá, preciso compartilhar esse testemunho, preciso falar desse caso de sucesso, porque as pessoas precisam ouvi-lo para mudar de vida.” Ai, Vi, até me arrepio só de lembrar. Tenho vários casos, posso contar alguns, você escolhe, tá? 

Mas assim, eu me apaixono por cada caso, no sentido de ficar maravilhado com a transformação que está ocorrendo na vida daquela pessoa. Um caso que me marcou muito foi o de uma moça que chegou muito perdida na vida. 

Ela tinha vários problemas e não sabia nem por onde começar. Ela era alcoólatra, bebia todos os dias, acordava e já bebia, mas também bebia todos os dias à noite e não sabia parar nos fins de semana. Isso atrapalhava sua vida e ela também sofria de compulsão alimentar. Em um ano, ela havia ganhado dez quilos e estava com depressão e pensamentos suicidas quando chegou até mim. 

Ela já tomava remédios, fazia acompanhamento e terapia há dez anos, mas nada parecia ajudar. Ela tinha trinta e três anos e fazia terapia desde os vinte e poucos. Percebia-se que ela estava tentando mudar de vida há muito tempo, mas não conseguia. 

Foram quatro sessões no total, trabalhamos cada ponto separadamente. Na primeira sessão, tratamos a depressão, e ela já não tinha mais pensamentos suicidas. Depois tratamos os relacionamentos dela que eram muito tóxicos e faziam com que ela quisesse descontar em outros hábitos, um deles era a bebida.

Ela parou de beber, e conseguimos organizar a vida dela como um todo. Ela emagreceu dez quilos e agora pratica exercícios regularmente. Além disso, ela me enviou um áudio dizendo que não sente mais vontade de beber e nem mesmo pensa nisso. 

Ela apenas fala sobre isso quando as pessoas a abordam e comentam sobre como ela está diferente. Ela reconhece essa mudança e compartilha suas realizações, indicando muitas pessoas que notaram a diferença em sua vida.

Vitoria Fontes: E pra finalizar esse papo gostoso, o que é hipnoterapia para a Gabi Artz?Ansiedade e Traumas Emocionais

Gabi Artz: A Gabi considera a hipnoterapia um estilo de vida. Ela vive e aplica essa abordagem em sua própria vida, fazendo tratamentos anuais para se desbloquear. 

Para ela, a hipnoterapia é uma forma de viver, de não levar as coisas para o lado pessoal e de virar suas próprias chaves, entendendo o poder da mente. A Gabi acredita que muitas vezes aceitamos limitações mentais e não exploramos todo o potencial que nosso cérebro tem. 

Ao descobrir a hipnoterapia, ela passou a se aprofundar nesse poder e a descobrir algo novo a cada dia, virando novas chaves. Para ela, a hipnoterapia não se limita ao consultório, mas também é uma prática diária em casa, aprofundando-se cada vez mais no poder da mente. 

Ela acredita que quando uma pessoa desbloqueia algo e melhora sua própria vida, isso também impacta positivamente outras pessoas, mostrando a elas que também podem chegar aonde a pessoa chegou. 

A referência é importante, e a hipnoterapia é uma excelente ferramenta para alcançar esse crescimento pessoal.

 

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